Delírios como subversão Estética

Por Claudia Simone dos Santos Oliveira

Escrevo pela possibilidade de colocar holofotes sobre nosso combate pela manutenção de direitos adquiridos e de buscar alternativas contra os retrocessos de nossas conquistas. Escrevo pela necessidade de manter e ampliar a discussão sobre as múltiplas violências que são perpetradas sobre o corpo das mulheres, dilacerando desejos, sonhos, afetos e realizações. Pela necessidade de refletir sobre a produção de processos dolorosos, traumáticos e enlouquecedores como imbricação de várias nuances do poder patriarcal. Escrevo para produzir práticas de resistência e para explicitar a necessidade de realização do Laboratório Madalena Louca. Para tanto, parto das experiências que me conduziram à associação do Teatro das Oprimidas à Saúde Mental.

Uma prática de Conscientização

Meu trabalho com o Teatro do Oprimido começou em 1997, no Hospital psiquiátrico Jurujuba, com o grupo Pirei na Cenna, ao qual agradeço a possibilidade de formação da Kuringa que sou. Por um lado, aprofundava minha formação teórica e, por outro lado, me integrava à luta antimanicomial. Para ambos os lados, me cercava de aliados e aliadas.

No grupo Pirei na Cenna, o número de mulheres era significativo e suas histórias de internação estavam pautadas em fatores transversais como raça, classe e gênero. Mulheres internadas por terem “inclinação amorosa não adequada ao seu gênero”, “não se sentirem bem na sua pele”, “terem mania de grandeza”, “trabalharem incessantemente”. “Condutas” que impediam a negociação no tratamento e respaldavam o abuso de poder de alguns médicos. Ao longo dos 10 anos que trabalhei diretamente com o grupo, testemunhei a violência contra a mulher levar ao isolamento e vi a internação ser utilizada como medida preventiva contra a violência. Na prática, a vítima era enclausurada enquanto o agressor podia seguir gozando de liberdade.

Portas entreabertas

Espia na porta entreaberta. Abri-la é perigoso.

Sim é perigoso desejar, amar, correr atrás dos sonhos…

É perigoso ser.

Espia na porta entreaberta que você mesma abriu diante de tantos nãos.

Abra a porta!

Abri. Abri!

Abri com coragem a porta que sempre quis abrir e passei por ela feliz.

Conquistei, avancei, retrocedi, amei, enlouqueci.

Sim enlouqueci. Saí do ar, fiquei pinel, pirei na cena.

Enlouqueci.

Enlouqueci.

Enlouqueci.

Preciso admitir que enlouqueci, por uns dias, por algumas horas.

Tenho medo da loucura. É preciso dizer.

Ela sempre me rondou. Tinha em mim algo diferente, que alguns conseguiam ver.

Fiz força para conter, me agarrei ao meu espelho, me ocupei, escrevi, teatralizei, dancei, falei.

Mas ela me pegou com um abraço doce, véus suaves, músicas finas, pura fantasia.

E eu nem percebi.

É algo inacreditável, doloroso, forte, incontrolável, assustador.

Você se vê partindo, sumindo dentro de si.

A loucura arranca seu coração do peito e o coloca suspenso no ar, preso pelo cordão umbilical do delírio que te mantém ligada a você.

Quando ela consegue adentrar o corpo que você habita, grita a necessidade de liberdade de um corpo patologizado pela negação das diferenças.

Voltei, estou aqui, louca, com fragmentos de mim.

Torno a abrir a porta, porque viver é correr riscos.

E eu corro o risco para viver a difícil jornada de ser eu maluca.

É isso a vida!

Em 2013, fui obrigada e rever minha história e novamente escolher onde estava minha urgência de protagonizar. Em minha práxis curinga vivia um momento de euforia, quando fui atravessada pela violência da perda da minha mãe por falta de assistência médica e pela xenofobia e desestruturação emocional provocada pelo racismo estrutural. Foi quando ingressei no sistema de saúde mental, para ser assistida. Ganhei mais uma etiqueta, mais um rótulo. Como bem disse meu amigo Alessandro Conceição, pintei com mais uma cor a palheta de opressão: mulher negra, favelada, imigrante e também portadora de sofrimento psíquico. A mudança do Brasil para França, em 2012, exacerbou a sensação que sempre me acompanhou de que nenhum lugar era meu espaço de pertencimento. Ocupei a direção de um centro educacional, e não sentia que era meu lugar,mesmo sendo formada em pedagogia, a faculdade de Teatro, mesmo tendo feito e passado no vestibular aos 35 anos, a cena teatral, mesmo sendo curinga do Teatro do Oprimido. O combate diário contra a sensação de não pertencimento despertou minha consciência de como o racismo me atravessava e como isso afetou minha saúde mental.

Passado alguns anos, consigo transpor momentos de vergonha, isolamento e sofrimento que afetaram minha vida pessoal, profissional e ativista e fazer a declaração de identidade mais dolorosa da minha vida: eu sou bipolar.

Por muito tempo estive atuando junto a mulheres que tinham um diagnóstico psiquiátrico, estimulei-as a encenar seus conflitos, buscar alternativas para as opressões objetivas e subjetivas que viviam. Até que eu também recebi um diagnóstico. A saúde mental interferiu na minha autoestima, auto-confiança e na forma de encarar desafios, de me ver diante dos outros e entender a forma como era vista pelos outros. Durante quase dois anos, 2013 e 2014, busquei ajuda para assumir que a bipolaridade fazia parte de quem eu sou, assim como minha sexualidade, minha raça e minha classe social. Com muito cuidado e atenção às minhas necessidades, possibilidades e avanços, não abri mão de um dos espaços mais importantes da minha vida: ser curinga do Teatro do Oprimido e do Teatro das Oprimidas.

O fato de pertencer a Rede Ma(g)dalena Internacional foi preponderante para compreender e desmistificar esta nova fase da minha vida. Esse espaço destinado somente para pessoas socializadas como mulher trouxe-me a possibilidade de superar o silêncio adoecedor utilizando o meu delírio como subversão Feminista.

Nenhuma a menos

Quem conhece e prática do Teatro das Oprimidas, sabe o quanto esse fazer é transformador. Nos fortalecermos a cada laboratório, seminário, encontro, Festival e o quanto somos desafiadas a avançar. Estamos em constante movimento, nem sempre unidas no mesmo território, mas próximas pela urgência da luta.

Em 2016, em Barcelona, na 1ª Trobada europea Magdalenas de Teatre de les Oprimides tive a oportunidade de conversar com Luciana Talamonti1, sobre sua necessidade de abordar a loucura na Rede Ma(g)dalena Internacional. Essa conversa encontrou eco na minha urgência em retomar o ativismo no campo da saúde mental e contribuir para a elaboração de técnicas de resistência contra os estereótipos associados ao sofrimento psíquico, incluindo todas as intersecções existentes.

Em um exercício de sororidade/solidariedade, começamos a realizar laboratórios virtuais, escrevendo textos para serem transformados em perfomances, onde a encenação de nossos delírios, traumas e dores pudessem colaborar na elaboração de estratégias de auto cuidado. Partilhamos vídeos curtos do processo de criação, analisando, sugerindo e apoiando uma a outra. Em cada passo em direção a exteriorização dos malefícios produzidos pela padronização de uma forma de existência. Dessa troca virtual surgiram as performances “Me-editar – nas águas que me atravessam”2e “Mi cuerpo político mi mente demente”3, além da proposta do Laboratório Madalena Louca. A partir dessas trocas virtuais, foi possível perceber como cada uma de nós estava submersa em uma realidade brutal que entrelaça diferentes formas de opressão (classe, raça, gênero, orientação sexual). Com esse passo dado, o que mais queríamos era avançar. E avançamos!

No II Festival da Rede Ma(g)dalena Internacional, 13 a 17 de Setembro de 2017 – Berlim, realizamos, com cerca de 10 Madalenas de países diferentes, a discussão e elaboração do Manifesto: Saúde Mental – uma questão da Rede Ma(g)dalena Internacional. Cruzando temas, experiências, diagnósticos e vivências que nos foram apresentadas como sinais de desequilíbrio mental, trilhando uma estrada para compreensão dos múltiplos significados de saúde e doença, buscando incluir o máximo de questões que nos atravessam. O que queremos é: nenhuma à menos

Hey , Hey , Hey , hey ao longo dos anos me transformei.

Fui Santa , fui bruxa, fui puta.

E eu delirei, mas não me Calei!

E eu delirei, mas não me calei!

Sou forte guerreira eu sou.4

O que tem sido essa investigação?

Uma proposta de vivenciar um percurso metodológico de Teatro das Oprimidas que nos possibilite refletir, analisar e questionar as concepções de normalidade e anormalidade. Abordar diferentes aspectos das violências psicológicas e emocionais que sofrem as mulheres cotidianamente, visando colaborar com o entendimento das suas consequências individuai e coletivas. Desmistificar a loucura, buscando alternativas para o enfrentamento das opressões objetivas e subjetivas que vivenciamos quando somos rotuladas de loucas.

Num mundo onde a dita razão prevalece, como dar visibilidade a mulher diagnosticada como louca? Como reconhecer os limites entre o que ela diz e o que a sociedade diz dela? Como respeitá-la com suas diferenças e momentos de delírios patológicos? Os momentos de escapamento da realidade são empecilhos para que suas ações, palavras e desejos sejam considerados? Por que isolar a loucura para além do isolamento que ela por si só provoca? Qual a opressão que nos habita? Esses são os fios condutores dessa investigação.

Luciana realizou dois laboratórios em Barcelona, em junho 2016 e abril 2017 e um em 2018 junto a uma associação de portadores de sofrimento psíquico que organizava oficinas para a cidadania. Em sua prática propõe percursos metodológicos que ainda não compartilhamos.

Nas duas experiências que realizei, uma em Amiens e outra Barcelona, a proposta foi usar a Estética das Oprimidas para descrever em palavras (poesias) o que nos levou a ser diagnosticas pelo sistema psiquiátrico. Criar imagens sobre diagnósticos e seus sintomas, partilhar experiências sobre diferentes formas de tratamento, cuidado e auto cuidado, fazendo um paralelo entre os entraves e benefícios da medicalização. Metaforizar a opressão que nos habita, tornando-a visível através das artes plásticas – construção de vestido de papel – por meio do qual seja possível ver, de forma estética, que mecanismo de controle agiram em nossos corpos na tentativa de nos reprimir, nos excluir e invisibilizar . Os produtos artísticos gerados nesses laboratórios colocaram no centro do espaço cênico os conflitos sociais que estão por trás da loucura.

Brotando delírios artísticos – Por onde nos enveredamos ?

Uma das metas do Teatro das Oprimidas é a estruturação de um mundo livre de opressões. Para construção dessa sociedade que tanto queremos, temos que enfrentar todas as formas de dominação, que foram criadas para nos proibir, isolar, desqualificar, suprimir direitos e perpetuar relações controladoras. Como tornar mais potente esse enfrentamento? Como usamos a arte e a estética que esta sendo desenvolvida na Rede Ma(g)dalena Internacional sem minimizar o seu potencial libertador?

Sempre desafiadas pelas opressões que nos atravessam, as urgências das lutas e a constante busca pela emancipação, esbarramos com temas tabus, que nos impede de avançar e que precisamos enfrentá-los. Falar de saúde mental , é um desses bloqueios que precisamos furar, para discutir abertamente, buscar entender a complexidade que nele esta contida e acima de tudo aceitá-lo, pela sua importância, pelo seu poder de isolar, silenciar, desmobilizar , controlar e sobretudo sobre sua presença significativa no cotidiano de muitas mulheres, que se veem enredadas nesse processo de medicalização da vida. Nos enveredamos na proposta do laboratório Madalena Louca para investigar,compreender, aprender como a abordagem das violências psicológicas pode vir a tornar-se uma subversão feminista? Como seguir utilizando a arte e a estética de forma libertadora, focando nas opressões que internalizamos e nos levaram a pirar na vida?

Quais contribuições que trouxe essa pesquisa sobre a especificidade da saúde mental das mulheres, para o Laboratório Madalena?

Destaquei alguns pontos, que para esses primeiros passos, que acredito serem relevantes :

– A fomentação do debate sobre a saúde Mental da mulher e sua importância para a emancipação feminina.I

– A aliança estética com a Artista plástica Severine Hopin5 .Colaborou com a introdução da escultura/argila no processo artístico do laboratório. Por intermedio da expressão não-verbal, colaborar para a tradução de experiências internalizadas pelas participantes em esculturas , e oferecer mais uma oportunidade de expressão.

– A criação da técnica “Da opressão que me habita”, uma junção da teoria da Estética do oprimido , com a técnica escultura de mulher, criada por Severine Hopin,que basicamente é tornar visível as opressões internalizadas por meio da criação de um vestido confeccionado com papel de sede.

-O aprofundamento/aprimoramento da técnica “Da opressão que me habita” , para “Da opressão que me habita à expressão que me ativa” , por Bárbara Santos, enriquecendo o percurso estético com técnicas do arco-íris do desejo.

Essa forma de compreender o processo esta aberta para incorporar novas reflexões, analises e questionamentos, fazem parte do percurso investigativo,da busca de elaboração de novas práticas que colaborem positivamente com o aprimoramento da estética feminista que estamos construindo coletivamente.

Arte – exercício de liberdade

Acredito que a arte deve ser um exercício de liberdade, que através da cultura podemos mudar mentalidades e expandir nossa atuação transformadora no mundo.

Quando comecei a atual no campo da saúde mental nem imaginava que seria atravessada de forma tão avassaladora. Compreendi através de experiências bem dolorosas como classe , raça e sexo se entrelaçam na vida das mulheres, e mais especificamente de mulheres negras como eu. Passei por uma descarga elétrica de consciência do meu lugar no mundo. Que infelizmente/ felizmente não é só meu e que faz parte de todo um sistema construído secularmente,baseado nos binômios dominante/dominado, colonizados/colonizado, opressor/oprimido.

O que me interessa nessa temática da saúde mental e estética feminista é poder investigar maneiras de nos livrarmos das inúmeras formas de opressão que limitam nossa maneira de estar no mundo, que minam nossas possibilidades emancipatórias, que nos coloca à parte na guerra incansável pelos nossos direitos.

É também um responsabilidade assumida comigo de agir pelo direito da portadora de sofrimento psíquico,responsabilidade essa assumida junto com muitas e muitos amigos, parceiros e ativistas da luta antimaicomial, de seguir no ativismo pautado no campo da reforma psiquiátrica, onde loucura não se prende, loucura não se tortura.

A politica brasileira atual esta ameaçando muitos dos direitos conquistados em anos de luta e no campo da saúde mental não é diferente. O governo divulgou em nota técnica nº 11/2019 publicada pela Coordenação de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, do Ministério da Saúde, a defesa da hospitalização em manicômio como ponto central da reorientação das diretrizes da Política Nacional de Saúde Mental e ameaça a volta da eletroconvulsoterapia, ou seja, tratamentos a base de eletrochoque.

É impossível pensar na volta dos manicômios, sobretudo ,com tratamentos a base de eletrochoque, porque foi exatamente um tratamento humanizado que me trouxe de volta ao convívio, ao exercícios de minhas funções , a possibilidade de voltar a curingar. Porque um tratamento baseado no cuidar sim e excluir não, é a maneira que acredito ser a mais eficaz para cuidar dos usuários de saúde mental.

Estamos diante de um desafio imposto pelo contexto atual em muitos países, onde os retrocessos e a retirada de direitos esta em pauta, em todos os espaços governamentais. O nosso desafio é seguir na luta, acreditando, buscando alternativas, inventando caminhos para nos agregar , proteger, agir e avançar.

O laboratório Madalena Louca, trabalha na perspectiva do cuidado e do alto cuidado, entendendo que o espaço cênico é um território estratégico à ser ocupado por mulheres ,onde podem expressar suas percepções sobre seus sofrimentos psíquicos e colocar os holofotes nas estratégias que estão sendo construídas para o seu enfrentamento e para o autocuidado.

A importância desse trabalho esta na luta pelos direitos das mulheres ao cuidado e atenção aos seus sofrimentos psíquicos , na possibilidade de uma abordagem estética das violências psicológicas para a construção de um bem viver e na criação de novas narrativas como lugar de resistência e empoderamento.

Sou uma lutadora pela causa antimanicomial, a partir do cenário do Teatro do Oprimido, da arte de da cultura. Estou empenhada em levar minha experiência e bagagem para todos os espaços onde efetivamente posso contribuir para superação do estigma da usuária de serviços psiquiátricos. Como disse minha querida amiga Thania Marins6, a quem sou muito agradecida por inspirar da criação do grupo Pirei na Cenna “ esses tempos exigem que compartilhemos, ao máximo, nossas memórias afetivas, nossas potências, nosso conhecimento ..É retrocesso pra todo lado!!

Integro a Rede Ma(g) dalena Internacional, entrelaçando, entre outras questões que me perpassam , Saúde Mental, Teatro do Oprimido e Reforma Psiquiátrica, ou seja, indo ao encontro de uma sociedade sem manicômios, onde Teatro das Oprimidas e Luta antimanicomial, andam de mãos dadas por um cuidado com liberdade.

Mudança7

Depois de muita discussão

Luta suada e tanta briga

Pra provocar alteração

E reconstruir a nova lida

Especialistas, sim senhor

Com um saber fundamental

Não vamos mais impor a dor

Tem opção que é genial

Buscar a conduta certeira

Ao juramento ser fiel

Lembrar da Nise da Silveira

Reconhecer nosso papel

Acompanhando o dia a dia

Nós revelamos a carniça

Lutamos por alternativa

Que superasse a injustiça

A família, minha gente

Tem o saber da experiência

Quer ser ouvida no que pensa

Quer ver fim da negligência

Buscar a conduta certeira

Estar presente e ajudar

Lembrar da Nise da Silveira

E o tratamento humanizar

O tratamento tão sofrido

Criou revolta em todos nós

Mostramos sistema falido

E agora não estamos sós

Os usuários, seu doutor

Têm um saber vivenciado

E baseados no que passou

Propõem sistema transformado

Buscar a conduta certeira

Não esperar mais por favor

Lembrar da Nise da Silveira

seu tratamento de amor


1 Luciana Talamonti : Experiênte em Teatro desde 1990. Participa do Teatro do Oprimido , desde 2002 e integra a Rede Ma(g)dalena internacional. Por dois anos facilitou oficinas em colaboração com a Social Point e com o Departamento de Saude Mental de Módena . Ministrou Laboratórios de Madalena Louca em Módena e Barcelona.

2 Me Editar – nas águas que me atravessam – Direção Barbara Santos , atuação Claudia Simone. É uma encenação que faz parte da construção de ações práticas que agregam-se na luta antirracista pelo viés da cultura . Ocupa Ovarias/ Novembro 2018. Centro de Teatro do Oprimido e 21 dias contra o Racismo CEFET /2019

3 Meu Corpo Político Minha Mente demente – Direção , concepção e atuação Luciana Talamonti. Festival de Saúde Mental em Módena 2018 e dia Internacional contra a comercialização da Saúde 2018/ Bolonha e Barcelona 2019.

4 Canção do Repertorio da Rede Ma(g)dalena Internacional : versão adaptada no Laboratório Madalena Louca – Barcelona 2018

5Serverine Houpin -Artista Plástica e Atriz da Companhia francesa Les Tatas, uma equipe

pluridisciplinar que coloca a disposição seu talento para a montagem de espectáculos, transmissão de

praticas artísticas e remanejamento de espaços públicos.

6Tânia Maria Marins ativista da Luta antimanicomial

7Musica Mudança , Letra de Barbara Santos para o espetáculo Capsitando do Centro de Teatro do Oprimido / 2004

Traducir»